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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Planeta Saturno

foto do planeta Saturno
Saturno é um planeta que faz parte do Sistema Solar. É o segundo maior planeta do sistema solar e sua órbita está localizada entre as órbitas dos planetas Júpiter e Netuno.


Características de Saturno- É um planeta com uma densidade significativamente baixa
- Ao redor do planeta existem anéis formados por restos de meteoros e cristais de gelo;
- Possui 60 satélites ou luas, sendo as mais conhecidas: Titã, Encélado, Mimas, Tétis, Febe e Japeto;
- Seu diâmetro equatorial é de 120.536 km;
- A atmosfera de Saturno é composta, principalmente, pelos seguintes elementos: Hidrogênio (aproximadamente 90%), Hélio, Metano, Vapor de Água, Amônia, Etano e Fósforo;
- O interior de Saturno é composto por rochas, gelos e uma camada de hidrogênio metálico;
- Os ventos em Saturno podem atingir a velocidade de quase 2.000 km/h;
- Este planeta possui um formato esferóide com achatamento nas regiões polares;
- O movimento de rotação (ao redor de seu eixo) dura cerca de 10,5 horas;
- Saturno leva 30 anos terrestres para completar o movimento ao redor do Sol.

domingo, 21 de agosto de 2011

A atmosfera de uma lua de Saturno pode produzir DNA



Por: Casey Kazan via NASA e csmonitor.comTitã, uma lua de Saturno, possui muitos dos componentes para vida, mesmo sem água líquida.  Mas, de acordo com um novo estudo, a névoa de hidrocarboneto alaranjada que engole a maior lua de Saturno pode estar criando moléculas que constituem o ADN (DNA), sem o auxílio da água, que é um ingrediente considerado necessário para a formação destas moléculas.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nasa faz foto de misteriosa lua de Saturno

Helene intriga cientistas por ter terreno relativamente plano Imagens foram feitas pela sonda Cassini no domingo (18).

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Nasa: lua de Saturno tem mais petróleo que a Terra


Concepção artística da Nasa mostra como seriam as reservas de hidrocarbonetos na lua Titã Foto: Nasa/Divulgação

A lua Titã de Saturno possui reservas de hidrocarbonetos superiores a todas as de petróleo e gás natural conhecidas na Terra, segundo observações realizadas pela sonda Cassini, informcou hoje o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

Segundo cientistas do Laboratório de Físicas Aplicadas da Universidade de Johns Hopkins, esses hidrocarbonetos caem do céu e formam grandes depósitos em forma de lagos e dunas.
"Titã esta coberta por material que contém carbono. É uma gigantesca fábrica de materiais orgânicos", manifestou Ralph Lorenz, membro da equipe de cientistas que controla as operações do radar da Cassini no laboratório. "Estas enormes jazidas de carbono são uma importante janela para a geologia e a história meteorológica da lua Titã", acrescentou.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ventos de mudança em Saturno



Saturno, um dos planetas mais ventosos do nosso Sistema Solar, teve recentemente uma alteração dramática inesperada no seu clima: os seus ventos equatoriais amainaram, desde os 1700 km/h medidos pela sonda Voyager (NASA) em 1980-81, até uns modestos 990 km/h, medidos entre 1996 e 2001. A. Sanchez-Lavega, S. Perez-Hoyos, J. F. Rojas e R. Hueso, da Universidade do País Basco (Espanha), e R. French, do Wellesley College (EUA), descrevem o seu trabalho de investigação num artigo na revista científica Nature de Junho de 2003.

Utilizando imagens de Saturno obtidas peloTelescópio Espacial Hubble (NASA/ESA), os astrónomos mediram o movimento das nuvens e das tempestades no planeta dos anéis. Um dos grandes mistérios das ciências atmosféricas consiste em perceber porque é que os planetas gigantes como Júpiter e Saturno, que são enormes esferas compostas essencialmente por hidrogénio e hélio, têm um padrão de alternância entre ventos Este-Oeste e Oeste-Este com a latitude.

Ao contrário dos ventos na Terra, produzidos pelas diferentes massas de ar que recebem energia principalmente da luz do Sol, os ventos nos planetas gigantes têm uma fonte de energia adicional no calor que se escapa dos seus interiores. Embora esta fonte adicional de calor seja apenas uma fracção do calor devido à luz solar na Terra, os ventos nos planetas gigantes são dez vezes mais intensos do que os ventos na Terra. Ainda não se compreende o papel destas fontes interiores de energia na sustentação destes ventos fortes nos planetas gigantes, nem porque é que a velocidade máxima dos ventos é alcançada no equador. 

quarta-feira, 30 de março de 2011

EXPOSITOR: Saturno traz para a FIMMA Brasil a “top model” das Serras Circulares

A Saturno traz para a FIMMA Brasil 2011 a Serra Circular de Widea MDS 2 com a campanha “A Top Model das Serras Circulares”. O produto pode ser conferido no estande da empresa, localizado no Pavilhão. 

A MDS 2 é a evolução da MDS, desenvolvida com as nova tecnologias para corte de MDF com revestimentos simples e duplos, compensados e aglomerados, com aperfeiçoamento que permitem menos atrito com a madeira, acabamento fino, maior durabilidade de cortes e afiações, mais segurança com o furo de arraste, corte econômico, planicidade perfeita prevenindo empenamento e vibração na madeira, mais silenciosa com aperfeiçoamento anti-ruído. 

A Saturno produz a mais complete linha de ferramentas de corte para os mais diversos segmentos, tendo como destaque, as serras circulares com dentes de metal duro (Widea), Facas Industriais para diversos segmentos, serras fitas e rebolos abrasivos para afiação de ferramentas.






sexta-feira, 4 de março de 2011

Astrônomos descobrem anel gigante em torno de Saturno



Concepção artística do anel gigante em torno de Saturno: em seu diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra (Foto: NASA/JPL-Caltech/Keck)
Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de quilômetros de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Nasa descobre possíveis vulcões de gelo em lua de Saturno

Mapa 3D dá esperança de que vulcões sejam similares aos da Terra, embora erupções sejam de gelo

Dados de topografia e composição de superfície dão a esperança para cientistas de que esses sejam os primeiros vulcões similares aos terrestres no sistema solar, embora tenham evidências de erupções de gelo. Os resultados da pesquisa foram apresentados na reunião da American Geophysical Union em São Franciso, Estados Unidos,, na terça-feira, 14.
"Quando olhamos nosso mapa 3-D de Titã, ficamos impressionados com sua semelhança com vulcões como o Etna, na Itália e Laki, na Islândia (...)", disse Randolph Kirk, que liderou o trabalho de mapeamento 3-D da lua de Saturno.
Cientistas debatem há anos se os vulcões de gelo, também chamados de criovulcões, existem nas luas ricas em gelo e, se eles existem, quais as suas características. Por definição haveria algum tipo de atividade geológica que aqueceria o frio ambiente o suficiente para derreter parte do interior do satélite e mandar gelo "macio" ou outros materiais através de uma abertura na superfície. Vulcões na lua de Júpiter Io e na Terra expelem lava.
Alguns criovulcões se parecem pouco com os vulcões terrestres, como as listras na lua de Saturno Enceladus, onde longas fissuras soltam jatos de água e partículas de gelo que deixam pouquíssimos traços na superfície. Em outros locais, a erupção de materiais mais densos podem esculpir picos vulcânicos. Quando padrões assim foram vistos em Titã, teorias os explicaram como processos não-vulcânicos, como rios depositando sedimentos. Em Sotra, no entanto, vulcões de gelo são a melhor explicação para dois picos de mais de aproximadamente um quilômetro de altura com profundas crateras vulcânicas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A VIDA EM OUTROS PLANETAS

A pergunta sempre excitou a imaginação do homem: há vida em outros planetas além da Terra? Filmes e livros já ofereceram inúmeras versões no campo da ficção. Na área da ciência, uma pesquisa reunindo astrônomos e químicos tem se aproximado mais da realidade ao recriar em laboratório as condições da atmosfera de Titã, uma das luas de Saturno.
No experimento, os pesquisadores identificaram a formação de adenina, uma das quatro bases do DNA. Isso leva à pressuposição de que, sob determinadas circunstâncias, a possibilidade de vida em Titã é bastante real.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Captadas novas imagens da aurora de Saturno


Novas imagens artificialmente coloridas da aurora brilhante de Saturno, feitas ao longo de dois dias, estão a ajudar os cientistas a entenderem o que causa alguns dos espectáculos de luz mais impressionante do Sistema Solar.
As imagens fazem parte de um novo estudo que, pela primeira vez, extrai informações sobre as características da aurora de Saturno tomadas a bordo da nave Cassini da NASA.
Os resultados preliminares foram ontem apresentados pelo cientista Tom Stallard, no Congresso Europeu de Ciência Planetária, que decorre em Roma.
Nestas imagens, o fenómeno da aurora varia significativamente ao longo de um dia de Saturno, que dura aproximadamente 10 horas e 47 minutos. Ao meio-dia e à meia-noite, a aurora é visível iluminada durante várias horas, sugerindo que a claridade se encontra relacionada com o ângulo do Sol. Sendo que, até ao momento, os investigadores apenas analisaram mil das sete mil imagens que foram obtidas de Saturno.
Outra característica pode ser observada com a rotação do planeta, quando a aurora reaparece na mesma hora e no mesmo local, no segundo dia, sugerindo que ela é directamente controlada pela orientação do campo magnético deste planeta.
"As auroras de Saturno são muito complexas e nós estamos apenas a começar a compreender todos os factores que estão envolvidos", assegura Tom Stallard. "Este estudo irá proporcionar uma visão mais ampla da grande variedade de características da aurora, e irá ainda permitir compreender melhor o que controla essas mudanças na sua aparência", acrescenta este investigador.
De acordo com os estudos que já foram elaborados até ao momento, as auroras ocorrem de forma semelhante às luzes do Norte e do Sul da Terra. Partículas do vento solar são canalizadas pelo campo magnético de Saturno para os pólos do planeta, onde eles interagem com as partículas electricamente carregadas na atmosfera superior e emitem luz.
Em Saturno, no entanto, as características da aurora também podem ter relação com as ondas electromagnéticas geradas quando as luas do planeta se movem através do plasma que ocupa a magnetosfera deste planeta. A missão da Cassini-Huygens é um projecto conjunto da NASA com a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI).


Novas imagens e filme captados pela sonda 'Cassini' mostram auroras brilhantes do planeta  por um período de dois dias

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Novas descobertas sobre os anéis de Saturno

A sonda Cassini registrou durante o equinócio do planeta Saturno, ocorrido no mês passado, extensas ondulações e nuvens de poeira nos anéis do planeta. Os astrônomos costumavam acreditar que os anéis eram perfeitamente planos. Novas imagens, divulgadas pela NASA, mostram que a altitude de algumas irregularidades recém-descobertas é comparável as Montanhas Rochosas do oeste dos EUA. As informações são do ScienceDaily.
Durante o equinócio a luz do Sol atingiu diretamente a borda dos anéis de Saturno, causando um efeito óptico que fez com que eles praticamente desaparecessem. Neste período a luz do Sol gerou longas sombras de quaisquer objetos escondidos que mostrarem protuberâncias além dos 10 metros de largura dos anéis de Saturno.
Cientistas usaram a Cassini para observar elevações que se projetassem no brilho da iluminação paralela ao plano dos anéis. Os cientistas já sabiam das projeções verticais, mas não eram capazes de medir diretamente a altitude e largura das ondulações sem a ajuda das sombras projetadas pelo equinócio. A observação durou cerca de uma semana.
Em nota divulgada pela agência espacial, Bob Pappalardo, cientista do projeto Cassini disse que esse é um dos eventos mais importantes que a sonda já nos mostrou. “É como pôr óculos 3D e ver a terceira dimensão pela primeira vez”, disse ele.
 A sonda Cassini entrou em órbita do planeta Saturno em 2004, dede então tem observado detalhes do planeta, suas luas e anéis. Instrumentos da nave descobriram novos anéis e luas e têm melhorado nossa compreensão do sistema de anéis de Saturno.
 FONTE: TERRA

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O PLANETA SATURNO

O planeta Saturno é sem dúvida alguma a Maravilha do Sistema Solar, e sua  observação oferece boas condições, mesmo estando o dobro da distância de Júpiter.
Com um telescópio de 60mm já é possível observar o planeta, inclusive seus anéis,  mas é com um Refletor de 200mm ou maior que começamos a observar o planeta no  seus detalhes, a divisão de Cassini e seus satélites já são visíveis
Saturno apresenta um achatamento de 1/10, possui temperaturas baixíssimas, de -150 C, seus anéis são formados de camadas de corpos de gelo, poeira de detritos, são verdadeiros satélites, seu sistema de anéis é constituído por mais de 100 concêntricos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cientistas descobrem vida em lua de Saturno

Os cientistas encontraram evidências de que há vida na maior lua de Saturno, Titã. Eles descobriram indícios de que alienígenas primitivos estão respirando na atmosfera da Titã.




As descobertas, foram feita através de uma nave espacial em órbita, revelados em dois relatórios separados.



A sonda Cassini da NASA analisou a química complexa na superfície de Titã – a única lua conhecida por ter uma atmosfera densa. Sua superfície é coberta por montanhas, lagos e rios, o que levou os astrônomos a dizer que é o que se tem de mais parecido com a Terra no sistema solar.



Produtos químicos orgânicos já haviam sido detectados no planeta de 3.200 quilômetros de largura. Mas o líquido em Titã não é água, mas o metano, os cientistas especulam que a vida existente tem origem a partir do metano.



O primeiro artigo, na revista Icarus, mostra que o gás hidrogênio flui para baixo através da atmosfera de Titã desaparecendo na superfície, sugerindo que poderiam estar sendo inspirada por insetos alienígenas.



O segundo artigo, no Journal of Geophysical Research, relata que há falta de um determinado produto químico na superfície, o que leva os cientistas a acreditarem que pode estar sendo consumido pela vida.




O astrobiólogo da NASA Chris McKay disse: "Se estes sinais não virem a ser um sinal de vida, seria duplamente emocionante porque representaria uma segunda forma de vida independente da vida à base de água na Terra".



O professor John Zarnecki, da Open University, disse: "Nós acreditamos que a química está lá para toda a vida se formar. Ela só precisa de calor para o arranque do processo. Dentro de quatro bilhões de anos, quando o Sol inchar em uma gigante vermelha, poderia ser o paraíso na Titan”.

Nasa: estudo mostra que pode haver vida em lua de Saturno


Pesquisadores da Nasa acreditam ter encontrado evidências claras de vida em Titan, uma das luas de Saturno. Segundo os especialistas, ela é a única que apresenta as características químicas para acomodar seres vivos.

As afirmações se baseiam na variação da quantidade recursos, como hidrogênio, na superfície de Titan. Duas pesquisas feitas tiveram resultados diferentes, sendo que a primeira mostrou uma maior quantidade que a segunda. Os cientistas acreditam que esses recursos tenham sido consumidos pela forma de vida presente no satélite.



"Acreditamos no consumo de hidrogênio, pois é o gás óbvio da vida em Titan, como temos aqui na Terra. Isso seria muito emocionante, pois seria uma segunda forma de vida, diferente da baseada na água, como na Terra", disso o astrobiólogo da Nasa, Chris McKay.

Sobre Saturno


Histórico


Em Saturno terminam os planetas que são visíveis a olho nú e portanto os planetas conhecidos na antiguidade.

Com ele temos um conjunto de sete objetos de corpos errantes a noite e que nos tempos remotos não podiam ser tocados pelo Homem. Por coincidência, a nossa semana tem sete dias, um para cada um desses corpos que foram considerados divindades: Lua (segunda-feira), Marte (Terça-feira), Mercúrio (Quarta-feira), Júpiter (Quinta-feira), Vênus (Sexta-Feira), Saturno (Sábado) e Sol (Domingo) correspondentes à primeira hora planetária do dia. Porém a tradição de se colocar nomes de deuses nos demais planetas continuou. Apesar de ser o segundo maior planeta do sistema solar, só se obteve informacões de algum valor a seu respeito, do final da segunda metade da década de 70 em diante, através das sondas Pioneer 11 e Voyager 1 e 2.



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Rotação

Através das observações de suas nuvens deduziu-se que seu período de rotação é de 10h 14min 13s, mas observando-se seu campo magnético, conclui-se que seja 10h 39min 26s. Essa rotação rápida faz de Saturno o planeta mais achatado do sistema solar.



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Atmosfera

Sua composição é semelhante à do Sol e de aspecto semelhante ao de Júpiter. Suas faixas possuem contrastes mais atenuados do que em relação a Júpiter. Isto deve-se às temperaturas mais baixas em sua atmosfera. Os movimentos atmosféricos são bem rápidos em Saturno, e os ventos atingem a velocidade de 1.800 km/h (70% da velocidade do som local). O tom esbranquiçado predominante em sua atmosfera é devido às nuvens de amônia congelada. As colorações marrons podem ser nuvens de hidrosulfeto de amônia (NH4 HS) e os pouquíssimos locais azulados são cristais de gelo.

As regiões mais internas da atmosfera puderam ser obervadas nos locais de furacões, que provocam aberturas profundas na atmosfera. Com exceção do hélio, a composição atmosférica é semelhante e proporcional à do Sol havendo predominância do H2 . Em quantidades bem menores estão presentes os gases nobres neônio e argônio, mais a presença de metano amoníaco, ozônio e anidrido sulfuroso. Existem também os mesmos corantes presentes de Júpiter: fosfina e propano.





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Provável Interior

Sua estrutura interna é bem próxima à de Júpiter. Porém supõem-se que seu núcleo seja composto de óxido de magnésio, óxido de silício, sulfeto e óxido de ferro, onde está 25% da massa total (que é de 95 vezes a terrestre), ocupando apenas 20% do raio planetário. A parte compreendida entre 20% e 50% desse raio supõem-se ser ocupada por hidrogênio líquido metálico a uma temperatura de 20.000 K a 30.000 K. Acima disso está o envólucro de hélio e hidrogênio molecular ainda em estado líquido, podendo chegar à superfície do planeta ainda nesse estado, dai por diante ao estado gasoso e formando a atmosfera. Assim como Júpiter, Saturno envia ao espaço duas ou três vezes mais energia do que recebe do Sol.



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Campo Magnético

A magnetosfera de Saturno é das mais complicadas de todo o sistema solar. Isso por causa do grande número de partículas dos anéis e a influência de seus grandes satélites. O eixo do dipolo magnético está inclinado 0,7 com o eixo de rotação e o campo mede 0,21 Gauss, sendo que nos pontos de maior intensidade não chega à metade do valor do campo terrestre. Apesar disso a magnetosfera (espaço ao redor do planeta, onde o campo é dominante), tem grandes dimensões. Na direção do Sol essa magnetosfera atinge 1,39 milhões de km e no lado oposto atinge 4,83 milhões de km.

Na presença desse campo ocorrem a captura de partículas carregadas, que formam uma camada de plasma ao redor do planeta. Essa camada tem baixíssima densidade, porém é muito espessa. As sondas Voyagers verificaram que o campo faz uma rotação completa em 10h 39min 26s, que é o tempo mais provável para a rotação do planeta, pois acredita-se que o campo magnético seja solidário com o interior do planeta.





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Anéis de Saturno



Histórico



As observações dos anéis feitas da Terra dependem da posição de Saturno relativo à Terra, pois devido ãs inclinações da órbita da Terra e de Saturno com o plano da eclíptica, ora os anéis podem ser vistos como um disco com o planeta no centro e ora podem ser vistos como dois braços de Saturno.



Observando esses anéis em 1675 Jean Dominique Cassini (1625-1712) descobriu que havia uma vazio no anel como um todo. Esse vazio ficou conhecido como divisão de Cassini, sendo a maior divisão dos anéis. Em 1837 Encke também descobriu uma outra divisão que levou seu nome. E com a melhoria dos instrumentos ópticos outras divisões foram descobertas. Até que os levantamentos feitos pelas Voyagers, mostrou o quanto era precário o conhecimento sobre esses anéis.



O que se tinha em mãos até o levantamento feito pelas sondas, eram previsões teóricas feitas por James C. Maxwell (1831-1879), que estudou a complexidade da formação desses anéis.



Com a pesquisa feita pelas sondas, as previsões de Maxwell foram confirmadas e houve um esforço para interpretação teórica de diversos outros fenômenos registrados lá.



Suas Dimensões



As principais regiões desses anéis são as seguintes:



Na região mais próxima de Saturno está o anel D, caracterizado por um brilho muito fraco, com largura que varia de alguns quilômetros a algumas dezenas de quilômetros. Apesar de serem anunciados antes da presença das sondas no local, a sua observação da Terra é duvidosa, pois sua reflexão está no limite resolutivo dos telescópios.



Em seguida a este aparece a borda interna do anel C, onde ocorre um significativo aumento de luminosidade, apesar de ser formado por muitas faixas e bem transparentes. As medições de luz difusa confirmaram a hipótese de que o anel C é formado por poucas partículas.



Baseando-se no aumento da luminosidade, há um limite bastante claro na divisão dos anéis C e B, onde se observa um grande aumento de brilho e na opacidade do material, o que revela um número muito maior de partículas.



Nos anéis B as partículas parecem orbitar ao redor de Saturno em pequenos grupos em forma de cunha, medindo 10.000 km de comprimento e 2.000 km de largura. Os anéis B terminam no limite interno da divisão de Cassini.



O anel A começa com brilho igual ao do anel B e decresce gradativamente até a divisão de Encke. Na parte externa a divisão de Encke há um aumento no brilho de 25% e na parte mais externa ainda a um aumento de 50% na luminosidade, porém é uma faixa muito estreita. Acredita-se que esse aumento de luminosidade é provocado pelo confinamento de matéria provida do pequeno satélite 1980 S2.



Cabe dizer que não são quatro anéis que existem em Saturno e sim quatro grandes grupos de anéis, onde se observa milhares de divisões entre eles. Não existe nenhuma diferenciação típica para as partículas que compõem os anéis, devido aos frequentes choques entre eles. Dessa maneira as partículas podem assumir muitas ordens de grandeza.





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Composição e Origem dos Anéis

Uma análise espectróscopica dos anéis mostra que há uma abundância de gelo. Nesse gelo aparecem presentes outros compostos que não puderam ser determinados.

A origem desses anéis ainda é muito polêmica. A hipótese que goza de maior crédito entre os pesquisadores é a de que um satélite teria se formado muito próximo do planeta e que logo em seguida ultrapassou o limite de Roche e por efeito de maré fragmentou-se de maneira destrutiva (estilhaço). Cada fragmento com dimensões maiores do que os encontrados atualmente teriam adquirido velocidades diferentes e os frequentes choques entre eles ocasionou uma maior fragmentação de maneira a ocupar todo o espaço disponível ao redor. A relativa estabilidades das órbitas desses anéis deve-se aos satélites que estão próximos aos mesmos. Tais satélites são denominados de satélites pastores.





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Satélites

Saturno também é o centro de um mini-sistema solar, só que com sessenta satélites confirmados. Entre eles está Titã que por muito tempo foi tido como o maior satélite do sistema solar. Os demais são conhecidos como satélites gelados. Essa classificação é devido as suas densidades próxima a da água e o alto índice de reflexão que é característico do gelo.

Estes podem ser classificados em dois grupos: Os regulares e os irregulares. Os regulares têm órbitas quase circulares, no sentido de rotação do planeta e pouco inclinadas em relação ao plano do equador. São eles: Mimas, Encelado, Tébis, Pleione, Réia e Titã. Os irregulares têm maior excentricidades e inclinação orbital, que são: Hipérion e Jápeto , além de Febe , a lua retrógrada.



Depois desses nove satélites, as sondas registraram mais oito luas pequenas e não esféricas. Predominantemente constituídas de gelo, refletem de 60% a 90% da luz solar.



Titã: com diâmetro médio de 5.400 km se considerarmos sua densa atmosfera. Nesses termos é o maior satélite do sistema. Porém o diâmento efetivo do satélite é 5.140 km, fazendo de Titã o segundo maior satélite do sistema. Sua fama de maior satélite só perdeu a veracidade com o reconhecimento feito pelas sondas. Ocorreu que era conhecida a presença de atmosfera em Titã, sendo esta, quase tão transparente como a nossa. As medidas do satélite, se referiam ao disco opaco do mesmo, que se encontrava no interior da atmosfera. Posteriormente foi constatado que além da atmosfera havia uma espessa camada (opaca) de nuvens. Essa camada foi estimada em 200 km, mas com a possibilidade de pesquisar mais de perto, as sondas obtiveram com precisão a medida de 5.140 km para o diâmetro médio do satélite. Sua densidade média é de 1,9 g/cm3, que sugere um núcleo rochoso recoberto de gelo. Seu período de translação é de 15,94 dias, sendo que sua órbita está sobre o plano equatorial de Saturno. Devido a densidade da atmosfera de Titã (4,6 vezes a terretre), sua superfície é tão misteriosa quanto a de Vênus. A constituição da atmosfera ainda é motivo de várias discussões. Acredita-se que seja 80% de nitrogênio (N2 ) podendo chegar a 99% na alta atmosfera. É provavel que o argônio seja a segunda porcentagem dessa atmosfera, com cerca de 12%. Mas os gases nobre são de difícil detecção, portanto essa porcentagem tem seu maior respaldo na teoria. Além desse, foi detectado a presença de metano, hidrogênio, etano, propano, acetileno, etileno, cianureto diacetileno e metacetileno, todos em ordem decrescente de porcentagem na atmosfera.



Essa grande variedade de moléculas orgânicas tem a tendência de se agruparem de várias maneiras. Por isso acredita-se que o agrupamento dessas moléculas formem partículas sólidas que se preciptam no solo formando uma grossa camada sobre a superfície do satélite, podendo chegar a algumas centenas de metros.



Titã tem uma grande excentricidade e isso faz com que ele entre e saia da magnetosfera de Saturno. Essa passagem periódica pela magnetosfera provoca várias transformações nos componentes atmosféricos do satélite e também vários fenômenos atmosféricos. Ambos ainda não explicados satisfatoriamente.

Saturno

Saturno é o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior no sistema solar com um diâmetro equatorial de 119,300 quilómetros (74,130 milhas). Muito do que se sabe sobre o planeta é devido às explorações da Voyager em 1980-81. Saturno é visivelmente achatado nos pólos, como resultado da rotação muito rápida do planeta no seu eixo. O seu dia dura 10 horas e 39 minutos, e demora cerca de 29.5 anos terrestres para dar a volta ao Sol. A atmosfera é principalmente composta por hidrogénio com pequenas quantidades de hélio e metano. Saturno é o único planeta menos denso do que a água (cerca de 30 porcento menos). No hipotético caso de se encontrar um oceano suficientemente grande, Saturno flutuaria nele. A coloração amarela enevoada de Saturno é marcada por largas faixas atmosféricas semelhantes, mas mais fracas, às de Júpiter.




O vento sopra em altas velocidades, em Saturno. Perto do equador, atinge uma velocidade de 500 metros por segundo (1,100 milhas por hora). O vento sopra principalmente na direcção leste. Encontram-se os ventos mais fortes perto do equador e a velocidade decresce uniformemente a maiores latitudes. A latitudes superiores a 35 graus, os ventos alternam entre leste e oeste conforme a latitude aumenta.



O sistema de anéis de Saturno faz do planeta um dos mais belos objectos no sistema solar. Os anéis estão divididos em diferentes partes, que incluem os anéis brilhantes A e B e um anel C mais fraco. O sistema de anéis tem diversos espaçamentos. O espaçamento mais notável é a Divisão Cassini, que separa os anéis A e B. Giovanni Cassini descobriu esta divisão em 1675. A Divisão Encke, que divide o anel A, teve o seu nome baseado em Johann Encke, que a descobriu em 1837. As sondas espaciais mostraram que os anéis principais são na realidade formados por um grande número de anéis pequenos e estreitos. A origem dos anéis é obscura. Pensa-se que os anéis podem ter sido formados a partir das grandes luas que foram desfeitas pelo impacto de cometas e meteoróides. A composição exacta dos anéis não é conhecida, mas mostram que contêm uma grande quantidade de água. Podem ser compostos por icebergs e/ou bolas de gelo desde poucos centímetros até alguns metros de diâmetro. Muita da estrutura elaborada de alguns dos anéis é devida aos efeitos gravitacionais dos satélites vizinhos. Este fenómeno é demonstrado pela relação entre o anel F e duas pequenas luas que pastoreiam a matéria do anel.



Também foram encontradas formações radiais no grande anel B pelas sondas Voyager. Pensa-se que as formações são compostas por partículas finas, do tamanho de grãos de pó. Entre as imagens obtidas pelas sondas Voyager observou-se a formação e a dissipação dos raios. Apesar das cargas electrostáticas poderem criar raios pela levitação das partículas de pó acima do anel, a causa exacta da formação destes raios não está bem compreendida.



Saturno tem 18 luas confirmadas, o maior número de satélites de qualquer planeta do sistema solar. Em 1995, os cientistas, usando o Telescópio Espacial Hubble, descobriram quatro objectos que podem também ser luas.